14 de out. de 2011

Companhias de fast-food ainda não veem potencial em cidades do interior

Os sucessos da economia brasileira fez com que o país crescesse de uma maneira nunca antes vista. Os centros urbanos agora são centros internacionais financeiros, culturais e comerciais, altamente solicitados pelo mercado global. O investimento e o desenvolvimento das cidades grandes, tais como São Paulo, Curitiba, Salvador e Rio de Janeiro, não se igualam nas cidades mais no interior.

Rodrigo Moita, PhD da Universidade de Illinois, avalia o potencial econômico das cidades do interior. Suas conclusões de um estudo que conduziu foram que a “interiorização” das redes de fast-food hão de acontecer. Existe espaço nas cidades do interior e quando a primeira chega, a segunda está bem atrás, mostrando potencial de mercado e interesse do público.

Moita diz que a razão pela qual as empresas ainda não penetraram o interior dos estados brasileiros é que as redes de fast-food não conhecem o Brasil direito. Além disso, não existe um grande interesse nem um plano estratégico para desenvolver o Brasil inteiro. Porém, a abertura de shopping centers no interior, por causa da praça de alimentação, está trazendo as redes de alimentação rápida. O professor conclui dizendo que as cidades maiores estão sendo tomadas e agora o movimento é para dentro.

Existem vários benefícios para os interioranos e para o Brasil inteiro. Primeiro que estimula a economia e o mercado local e nacional. Quanto mais investimentos, melhor. Segundo que os residentes terão acesso à uma comodidade rara, só vista nas grandes cidades ou fora do país. Finalmente, as cidades terão uma infraestrutura melhorada para receber os novos centros de alimentos.

Os benefícios acompanham as desvantagens. A primeira faz parte de qualquer situação que envolve fast-food: a saúde. Cada dia, aumentam os problemas de obesidade e a presença de restaurantes de comida de rápido preparo é indiscutivelmente uma das principais causas. Um outro problema é a perda de cultura. Os brasileiros vão começar a optar por esses tipos de comida e largar mão dos pratos tradicionais.

É um ditado que a marca da globalização é o McDonald’s. Embora seja um pouco ridículo, existe uma verdade nisso. Quanto mais um país se abre ao mundo e à globalização, mais as empresas estrangeiras brotam nas cidades e uma das mais visíveis são as redes de fast-food. O primeiro McDonald’s do Brasil abriu-se em 1979 e hoje têm mais de 1.150 pontos de venda. Desde essa data, o Brasil expandiu economicamente e vários países começaram a investir lá. Agora que as grandes cidades já viraram cidades globais, a globalização tem o interior para alcançar.

http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/valor/2011/10/04/cidades-do-interior-ainda-sao-pouco-exploradas-por-redes-de-fast-food.jhtm

Um comentário:

  1. Murylo. Só faltou "É um ditado". Essa frase não funciona em português. Teria de ser "Existe/Há um ditado".

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