25 de set. de 2011

Assalto em um albergue no Rio ... e a decência jornalística

Na manhã deste domingo, “Pelo menos quatro homens armados assaltaram um hostel (albergue)” na Zona Sul do Rio de Janeiro, publicou O Globo em seu site de internet. Depois de roubar o dinheiro e outras pertenças dos inquilinos e as computadores do albergue, fugiram em um Peugot preto, ainda com suas pistolas que brandeavam durante o ataque, “em direção a Copacabana.”

Não se sabe exatamente quantos pessoas foram roubadas, mas interessantemente todas as vitimas direitas eram brasileiras: os atacantes não tocaram nos estrangeiros que simultaneamente estavam no albergue. A proprietária do estabelecimento estimou que mais de 15 inquilinos foram roubados.

O artigo enfatiza que as vítimas não quiseram comentar no assalto. Prefiram registrar na lista na Delegacia de Atendimento a Turistas, na esperança de recuperar sua propriedade (ou um reembolso adequado).

O escritor do artigo apresenta sua relutância de ser entrevistado como algo extraordinário (e, se não presumo demais, algo lamentável). Não seria possível que ainda estejam temerosos? Pelo menos quatro homens armados lhes assaltaram ... hoje. Na minha humilde opinião, parece-me obvio esta conclusão.

Esta falta de respeito jornalístico é parcialmente nossa culpa. O leitor quer a intriga do sofrimento de outros, destas “vitimas.” Si estes “outros” não querem compartilhar sua historia, somos desapontados — não só subconscientemente.

Não sou “o tipo sensato” mas em comparação com o tono do autor, pareço como ganhadora do Prêmio Nobel de Paz. De uma jornalista para outro: alem do instinto jornalístico, quiçá um pouco humildade seja necessária para tornar-se bom repórter.

(O artigo original)

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