Esta sexta-feira passada, Rendrik Vieira Rodrigues, um professor de direito no Centro Universitário de Brasília, matou sua aluna, também ex-namorada, Suênia Sousa Ferreira. O professor de 35 anos teve um relacionamento de um ano com sua aluna de 24. Após três meses de ter desmanchado o namoro, o que não foi recebido positivamente pelo professor, na sexta-feira Rodrigues entrou no carro de Ferreira por força com uma pistola .380. Com medo da situação, a aluna ligou para seu namorado atual dizendo que iria reatar com seu professor. Estranhando o telefonema, o namorado registrou um boletim de ocorrência com a polícia. Enquanto no carro, os dois disputaram e o professor atirou três vezes, duas na cabeça e um no tórax, matando-a.
Rodrigues rodou com o corpo por 40 minutos e em seguinte se entregou à polícia. A faculdade tem intenções de demitir o professor e a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) está procurando suspender sua licença de direito. Tanto colegas quanto alunos dizem que Rodrigues era um professor excelente.
Um instituto de ensino é supostamente um lugar de segurança e proteção física e intelectual. Por enquanto, o Brasil não mantém nenhuma tradição de professores matando alunos. No entanto, podemos observar um número cada vez maior de matanças dentro de ou associado com escolas. As ruas do Brasil não são as mais seguras e nossos lares já não são mais considerados sagrados. Porém, os brasileiros nunca precisaram de se preocupar com os professores nem com os colegas nas escolas e universidades.
Quando vi o título dessa reportagem, lembrei do massacre que aconteceu em abril desse ano quando um ex-aluno de uma escola carioca matou 12 alunos de 10 a 13 anos de idade. Agora temos um professor que matou uma aluna. Bem que eu gostaria de dizer que este foi um incidente isolado e sem probabilidade de ser repetido, mas o Brasil está sendo introduzido a incidentes fatais nos lugares de ensino. Então como explicar essa tendência crescente?
O Brasil não está acostumado com essa categoria de violência. Quando a matança no Rio de Janeiro aconteceu, foi a primeira desse tipo na história do Brasil. Porém os Estados Unidos já foram testemunhas as várias tragédias parecidas como a de Columbine em 1999, Virginia Tech em 2007 e Universidade de Alabama em 2010.
O Brasil tem um hábito de imitar a cultura americana em áreas diversas como na música, no cinema, na moda, e nas grifes, apenas para citar alguns. Será que essas tragédias são mais um fenômeno importado? Se for o caso, o acesso às armas no Brasil é consideravelmente mais fácil do que nos EUA e o problema só pode piorar.
Se não for o caso, podemos considerar que o acesso a mídia e tecnologia, como por exemplo vídeo games e filmes, reforça a ideia que um revólver resolve tudo: ele traz vingança e conquista o coração dum amor passado.
Independente da razão, essas tragédias são um grande problema. Os Brasileiros não podem se acomodar a esse tipo de violência; já temos crimes suficientes. E a última coisa que precisamos é que as crianças e jovens parem de frequentar a escola por causa do medo. Temos que cortar o mal antes que criem raiz.
Murylo, preste atenção nestes pontos:
ResponderExcluira. "os dois brigaram/discutiram" (em vez de "os dois disputaram")
b. a espressão é "em seguida" ("rodou com o corpo por 40 minutos e em seguida se entregou à polícia")
c. preposição "de" em "os Estados Unidos já foram testemunha de várias..."
d. precisar DE alguma coisa; então "E a última coisa de que precisamos"
e. "crie" em "cortar o mal antes que crie raiz"